quarta-feira, 30 de julho de 2014

ALTER EGO


Encontro-me no recinto
Não sou claro não sou tinto
Meu coração é estilingue
Prefácio que logo se estingue
Antes que a tinta vingue
E a principal ideia respingue
Dou lugar ao instinto
Meu alter ego faminto

sábado, 26 de julho de 2014

ENTRE A VERVE E PENA



Entre a verve
E a pena
Uma poesia acena


Do exercício subversivo de brincar


http://outraspalavras.net/destaques/do-exercicio-subversivo-de-brincar/

"A proposta também escora-se nos adultos. Deve-se – por necessidade – resgatar a criança dentro de cada adulto. Não é uma tarefa simples, como procurar numa caixa velha uma ferramenta perdida, pois, na maior parte das vezes, nem percebemos o quanto no tornamos sérios demais e ocupados demais para brincar não somente com os outros, mas com nós mesmos. Concluímos, ainda, nos anais da vã filosofia sobre “maturidade adulta”, que seriedade é sinônimo de competência e que brincadeira é sinônimo de imperfeição. A primeira é profissional e eficaz, enquanto a segunda é imprudente e desnecessária. Porém, não se trata de regressar ao estado infantil, de deixar que subam passivamente os vapores das saudades, mas de recompor o lugar e o momento dessas condutas perdidas."
...
"Para recuperar o lúdico na vida cotidiana é preciso lutar contra um processo histórico específico que trocou a brincadeira artesanal, autêntica, pelos shoppings centers e consumos de eletrônicos. É preciso também de ideias, critérios e perguntas radicalmente diferentes do que os slogans da sociedade moderna invoca o tempo todo. A começar, por exemplo, pela redução drástica do tempo de trabalho obrigatório e a mudança da própria noção de trabalho. Trocando em miúdos, não poderá haver completo desenvolvimento individual do “tempo livre” enquanto o trabalhador permanecer alienado e mutilado no trabalho. Sair em defesa da “tarja branca”, portanto, é também atacar de frente os imperativos da “tarja preta”. E o documentário apenas flerta com esse exercício. No entanto, é indiscutível sua resistência, em muitas falas e imagens, na ligação com a cultura popular, até porque as tônicas dos discursos no filme não são homogêneas."

domingo, 20 de julho de 2014

O Veneno Está na Mesa 2

http://envolverde.com.br/videos/o-veneno-esta-na-mesa-2/

HERA SILENCIOSA





A vida passa
A hera escala o muro
Tudo sem alarido

Tudo – o mesmo tempo
Tantos ventos – quando tento
Enquanto esquento pro evento
Todo tempo – vil tormento
Agora e tanto – neste canto
Casto pranto pelo teu encanto
Meu espanto – teu entanto
E um quanto – muito pouco
Até este silêncio de louco

domingo, 13 de julho de 2014

sábado, 12 de julho de 2014

Giorgio Agamben: o pensamento como coragem


http://outraspalavras.net/destaques/giorgio-agamben-pensamento-como-coragem-de-transformacao/

"Como os sinos da igreja tocam em Trastevere, onde marcamos nosso encontro, seu rosto vem à mente… Giorgio Agamben apareceu como o apóstolo Filipe em O Evangelho Segundo São Mateus (1964) de Pier Paolo Pasolini. Naquela época, o jovem estudante de Direito, nascido em Roma em 1942, andava com os artistas e intelectuais agrupados em torno da autora Elsa Morante.  Uma Dolce Vita? Um momento de amizades intensas, em todo caso. Pouco a pouco, o jurista virou-se para a filosofia, após seminário de Heidegger em Thor-en-Provence. Então ele lançou-se sobre a edição das obras de Walter Benjamin, um pensador que nunca esteve longe de seu pensamento, bem como Guy Debord e Michel Foucault. Giorgio Agamben tornou-se, assim, familiarizado com um sentido messiânico da História, uma crítica à sociedade do espetáculo, e uma resistência ao biopoder, o controle que as autoridades exercem sobre a vida – mais propriamente dos corpos dos cidadãos. Poético, tal como político, seu pensamento escava as camadas em busca de evidências arqueológicas, fazendo o seu caminho de volta através do turbilhão do tempo, até as origens das palavras. Autor de uma série de obras reunidas sob o título latino Homo sacer, Agamben percorre a terra da lei, da religião e da literatura, mas agora se recusa a ir… para os Estados Unidos, para evitar ser submetido a seus controles biométricos. Em oposição a essa redução de um homem aos seus dados biológicos, Agamben propõe uma exploração do campo de possibilidades."

sexta-feira, 11 de julho de 2014

FUTEBOL BRASILEIRO - DA CATÁSTROFE À POSSÍVEL TRANSFORMAÇÃO - José Geraldo Couto


http://outraspalavras.net/brasil/da-catastrofe-a-possivel-transformacao/

"Tudo bem: o nocaute de ontem doeu, ainda dói e continuará doendo por um bom tempo. O trabalho desse luto não tem dia nem hora para terminar. Mas, mesmo antes que se dissipe totalmente a névoa do espanto e da vergonha, é possível começar a pensar e tentar acreditar numa mudança radical do futebol brasileiro. Usar a catástrofe de forma pedagógica, produtiva, transformadora.
A maneira mais eficaz de barrar uma refundação saneadora do nosso futebol é apontar o dedo para algum bode expiatório: “culpa do Felipão”, “culpa da Dilma”, “culpa do Zúñiga”, “culpa do Mick Jagger”. Extirpa-se o culpado e voltamos a ser os melhores do mundo. Evidentemente, não é assim que funciona."

terça-feira, 8 de julho de 2014

sábado, 5 de julho de 2014

A possível transição para agricultura ecológica



http://outraspalavras.net/brasil/a-possivel-transicao-para-uma-agricultura-ecologica/

"O modelo agrário/agrícola, que se apresenta como o que há de mais moderno, sobretudo por sua capacidade produtiva, atualiza o que há de mais antigo e colonial em termos de padrão de poder ao estabelecer uma forte aliança oligárquica entre as grandes corporações financeiras internacionais; as grandes indústrias-laboratórios de adubo, fertilizantes, herbicidas e sementes; as grandes cadeias de comercialização ligadas aos supermercados; os grandes latifundiários exportadores de grãos."

NA PONTA


Não faça da conta
Tudo que se apronta
Faz parte do processo
Pra se chegar na ponta