segunda-feira, 9 de junho de 2014

Pouco a comemorar, mas muito por fazer - ENVOLVERDE -

http://envolverde.com.br/ambiente/brasil/pouco-comemorar-mas-muito-por-fazer/

"O avanço do agronegócio é o problema ambiental que mais tem se agravado no Brasil nas últimas décadas, na avaliação de Carlos Alberto Dayrell, engenheiro agrônomo e pesquisador do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais. Ele ficou conhecido em todo o país quando, no dia 25 de fevereiro de 1975, subiu em uma árvore para impedir o seu corte na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, e a foto deste primeiro ato ecopolítico virou símbolo do movimento ecológico brasileiro.
Dayrell recebeu a reportagem do Extra Classe após ser homenageado, em maio, pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Para ele, a agricultura baseada na mecanização, adubos químicos, agrotóxicos e sementes transgênicas tem causado grande impacto ambiental, pois ela simplifica os sistemas produtivos, aumentando artificialmente a produção e a produtividade. “Transnacionais dominam todas as etapas de produção de alimentos”, protesta o ambientalista mineiro.
No Brasil, acrescenta Dayrell, existe um movimento que vem com muita dificuldade construindo novas perspectivas não só de produção, mas de relação da sociedade com a própria natureza através da agroecologia, com outras possibilidades para atender a demanda da população por alimentos sadios. “Porém, é um processo totalmente marginal em relação à política nacional de apoio ao agronegócio. Estamos navegando na marginalidade, e não na centralidade”, lamenta o ambientalista. * Publicado originalmente no site Extra Classe.org.br."

domingo, 8 de junho de 2014

Ler Primeiro: Três poemas sobre futebol


http://outraspalavras.net/destaques/ler-primeiro-tres-poemas-sobre-futebol/

"O Olímpio trágico de um Maracanã é o nosso laboratório ancestral
Somos todos filhos do dilúvio
Rola a esfera na terra sintética do espetáculo;
órbita em permanente assunção
ao rés do chão"
(da poesia AO RÉS DO CHÃO)


MEU MUNDO


Vigio o telefone – mudo
Não mudei o roteiro

Você é o meu mundo inteiro

No silêncio – meu destino
Você é o meu desatino

quinta-feira, 5 de junho de 2014

sábado, 31 de maio de 2014

Castells: como elites estão rompendo o pacto social



http://outraspalavras.net/posts/castells-como-as-elites-estao-rompendo-a-pacto-social/

"Uma estupidez percorre a Europa: a ideia de que o Estado de Bem-estar social é caro e insustentável, porque o envelhecimento populacional significa menos trabalhadores ativos e maior número de inativos (que estão mais caros, porque não têm a decência de morrer quando devem…). No fundo, trata-se do triunfo de uma mentalidade segundo a qual a vida é produzir e consumir. Sustento que se trata de um absurdo, tanto em termos humanos quanto estritamente técnicos.
O Estado de Bem-estar é a base da produtividade e da solidariedade social. No livro que publiquei alguns anos atrás, com Pekka Himanen, sobre o modelo finlandês, mostramos como a produtividade e competitividade da Finlândia – uma das mais altas na Europa, e superior à alemã – baseava-se na qualidade de capital humano, da educação, das universidades, da pesquisa. E também da saúde pública (sem corpore sano não há mens sana)."

sábado, 24 de maio de 2014